{"id":649,"date":"2026-09-08T14:59:25","date_gmt":"2026-09-08T17:59:25","guid":{"rendered":"https:\/\/www.matheusmatias.art\/?page_id=649"},"modified":"2026-09-08T16:26:39","modified_gmt":"2026-09-08T19:26:39","slug":"exposicao-nossa-arte","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www.matheusmatias.art\/en\/exposicao-nossa-arte","title":{"rendered":"Exposi\u00e7\u00e3o &#8220;Nossa Arte \u2014 Novos olhares sobre a pintura brasileira contempor\u00e2nea&#8221;"},"content":{"rendered":"<h2>\n\t\t\t\tNOSSA ARTE &#8211; Novos olhares sobre a pintura brasileira contempor\u00e2nea\n\t\t\t<\/h2>\n\t<strong><em>Das periferias \u00e0s zonas rurais: exposi\u00e7\u00e3o in\u00e9dita na Z42, no Cosme Velho, revela outras geografias da pintura brasileira<br \/>\n<\/em><\/strong><em>Com curadoria de Fabio Szwarcwald, Paulo Tavares e Peralta, mostra re\u00fane 20 artistas de diferentes gera\u00e7\u00f5es<\/em>\n<p>No dia 9 de setembro de 2026, \u00e0s 18h, a Z42 Arte, no Cosme Velho, inaugura <em>Nossa Arte &#8211; Novos olhares sobre a pintura brasileira contempor\u00e2nea<\/em>, exposi\u00e7\u00e3o que re\u00fane 20 artistas de diferentes gera\u00e7\u00f5es e regi\u00f5es do pa\u00eds, com curadoria de Fabio Szwarcwald, Paulo Tavares e Peralta. A mostra apresenta trabalhos desenvolvidos, em grande parte, fora dos espa\u00e7os tradicionais de forma\u00e7\u00e3o e legitima\u00e7\u00e3o art\u00edstica. Em cartaz at\u00e9 31 de dezembro, a coletiva re\u00fane diferentes modos de pensar e fazer pintura no Brasil hoje.<\/p>\n<p>Do Amazonas a Santa Catarina, passando por Par\u00e1, Pernambuco, Para\u00edba, Bahia, Goi\u00e1s, Mato Grosso, Minas Gerais, S\u00e3o Paulo e Rio de Janeiro, participam da exposi\u00e7\u00e3o <strong>Ademilson Felipe, \u00c1gatha Porci\u00fancula, Amomm H. de Deus, Duarte Yanomami, Eli Bacelar, G\u00ea Guevara, Graciete Borges, Helena Rodrigues, Jos\u00e9 Carlos de Oliveira, Maria Jos\u00e9 Batista, Matheus Matias, Rhuan, Rodorigo, Seo Ant\u00f4nio Ferreira, Terc\u00edlia dos Santos, Valques Pimenta, Waldecy de Deus, Wilson dos Santos Formiga, Zayre e Zezim<\/strong>.<\/p>\n<p>S\u00e3o artistas cujas obras partem de experi\u00eancias e repert\u00f3rios muito distintos e encontram na pintura um campo para elaborar a vida cotidiana, o trabalho, a religiosidade, as festas populares e as rela\u00e7\u00f5es com o territ\u00f3rio.<\/p>\n<p>A diversidade geogr\u00e1fica \u00e9 um dos princ\u00edpios do recorte. <em>Nossa Arte<\/em> aproxima produ\u00e7\u00f5es das periferias das grandes cidades, de comunidades ind\u00edgenas, cidades do interior e zonas rurais, colocando lado a lado artistas que constru\u00edram seus percursos em circunst\u00e2ncias e momentos muito diferentes. Alguns t\u00eam d\u00e9cadas de trajet\u00f3ria e exposi\u00e7\u00f5es no Brasil e no exterior; outros come\u00e7am agora a ganhar visibilidade.<\/p>\n<p>Para os curadores, interessa justamente tensionar as fronteiras entre a chamada &#8220;arte popular&#8221; e a arte contempor\u00e2nea, questionando os limites que costumam separar esses dois campos. O conjunto evidencia a variedade de caminhos da pintura realizada hoje no Brasil, marcados por experi\u00eancias, repert\u00f3rios e contextos distintos e, em muitos casos, constru\u00eddos fora da forma\u00e7\u00e3o art\u00edstica convencional.<\/p>\n<p>&#8220;H\u00e1 anos, busco conhecer artistas que trabalham fora do eixo Rio-S\u00e3o Paulo. Gosto de estar com eles, conhecer seus lugares e entender como trabalham. <em>Nossa Arte<\/em> nasce tamb\u00e9m desses encontros e da vontade de mostrar uma produ\u00e7\u00e3o que revela a enorme diversidade cultural do pa\u00eds. Precisamos sair das nossas bolhas para perceber a capacidade criativa que existe em tantos outros territ\u00f3rios brasileiros&#8221;, afirma Paulo.<\/p>\n<p>Para Peralta, esse deslocamento do olhar \u00e9 central \u00e0 proposta da exposi\u00e7\u00e3o. &#8220;Enxergo essa mostra como um exerc\u00edcio de olhar para dentro. O que temos de maior riqueza na \u00e9 a diversidade cultural. Muitas vezes, centralizamos nosso olhar em um eixo sociocultural que acaba produzindo um imagin\u00e1rio mon\u00f3tono sobre o pr\u00f3prio pa\u00eds<em>. Nossa Arte<\/em> prop\u00f5e um contraponto ao reunir artistas e experi\u00eancias que raramente aparecem juntos quando se pensa a pintura brasileira contempor\u00e2nea. \u00c9 interessante perceber que muitos j\u00e1 t\u00eam mais de uma d\u00e9cada de produ\u00e7\u00e3o consistente.&#8221;<\/p>\n<p>&#8220;Um dos grandes objetivos da exposi\u00e7\u00e3o \u00e9 abrir espa\u00e7o para que artistas autodidatas sejam vistos e reconhecidos pela for\u00e7a de seus trabalhos, sem que a forma\u00e7\u00e3o art\u00edstica convencional seja um par\u00e2metro para determinar o lugar que ocupam. S\u00e3o obras profundamente ligadas \u00e0s experi\u00eancias de vida de cada um, \u00e0s suas quest\u00f5es e modos de perceber o mundo. Ao aproxim\u00e1-las, <em>Nossa Arte<\/em> permite ao p\u00fablico entrar em contato com diferentes Brasis por meio da pintura&#8221;, diz Szwarcwald.<\/p>\n<p>As hist\u00f3rias reunidas pela exposi\u00e7\u00e3o d\u00e3o a dimens\u00e3o dessa variedade. <strong>Ademilson Felipe<\/strong>, natural de S\u00e3o Jos\u00e9 de Ub\u00e1, no noroeste fluminense, trabalhou no campo e, depois de se mudar para a periferia de Itaperuna, na constru\u00e7\u00e3o civil. Foi desse of\u00edcio que vieram as primeiras tintas com que come\u00e7ou a pintar, inicialmente as paredes da pr\u00f3pria casa e, mais tarde, sobras de madeira e telas. <strong>Jos\u00e9 Carlos de Oliveira<\/strong>, de Pernambuco, tamb\u00e9m chegou \u00e0 pintura depois de uma trajet\u00f3ria marcada por diferentes of\u00edcios: cortou cana, trabalhou em usina e como servente de pedreiro, apresentou-se em circo, foi seresteiro e aprendeu com o pai o of\u00edcio do mamulengo. Depois de anos esculpindo bonecos em madeira, come\u00e7ou a experimentar as tintas.<\/p>\n<p>Em Bananeiras, na Para\u00edba, <strong>Matheus Matias<\/strong> come\u00e7ou ainda crian\u00e7a desenhando com carv\u00e3o nas paredes da casa onde vive na zona rural. Surdo, sem fala e com perda visual progressiva, fez da cria\u00e7\u00e3o visual sua principal forma de express\u00e3o e passou a cobrir as paredes internas e externas da resid\u00eancia com motivos florais, elementos da natureza e imagens de arte sacra. J\u00e1 <strong>Seo Ant\u00f4nio Ferreira<\/strong>, de Mato Grosso, encontra na inf\u00e2ncia a origem de sua pintura. Filho de um trabalhador rural, observava a derrubada de \u00e1rvores para o plantio e depois as refazia em desenhos. P\u00e1ssaros, plantas, bichos, casas e caminhos formam hoje o universo de suas telas.<\/p>\n<p>Outras obras estabelecem rela\u00e7\u00f5es diretas com os contextos urbanos e culturais de onde emergem. Nascido na Zona Oeste do Rio, <strong>Rhuan <\/strong>observa em suas pinturas o encontro entre o urbano e o rural em Sepetiba, bairro onde cresceu. Na s\u00e9rie &#8220;Cavaleiros do meu bairro&#8221;, acompanha o cotidiano de crian\u00e7as para quem cavalos, brincadeiras e tarefas da vida rural fazem parte de uma mesma paisagem. Na Zona Norte do Recife, <strong>Rodorigo<\/strong> parte das festas e personagens da cultura popular nordestina &#8211; do S\u00e3o Jo\u00e3o e do Carnaval pernambucano ao Jaragu\u00e1 e \u00e0 La Ursa &#8211; em pinturas marcadas por camadas espessas de tinta e cores intensas.<\/p>\n<p>Entre os artistas com trajet\u00f3rias mais longas est\u00e1 <strong>Eli Bacelar<\/strong>, nascido em Manaus em 1960. Come\u00e7ou a expor aos 15 anos e desenvolveu uma pintura dedicada \u00e0s paisagens, aos habitantes e aos costumes da Amaz\u00f4nia. <strong>Terc\u00edlia dos Santos<\/strong>, de Piratuba, em Santa Catarina, iniciou sua produ\u00e7\u00e3o em 1990 e retorna \u00e0s mem\u00f3rias da inf\u00e2ncia no meio rural para representar cenas de plantio e colheita, pr\u00e1ticas culturais e espirituais.<\/p>\n<p>J\u00e1 <strong>Waldecy de Deus<\/strong>, nascido na Bahia e radicado em S\u00e3o Paulo, construiu desde o fim dos anos 1960 uma trajet\u00f3ria com exposi\u00e7\u00f5es no Brasil e no exterior, tendo como temas recorrentes festas, manifesta\u00e7\u00f5es populares, religiosidade e personagens do cotidiano brasileiro. A exposi\u00e7\u00e3o inclui tamb\u00e9m a produ\u00e7\u00e3o de <strong>Helena Rodrigues<\/strong> (1947-2026), artista de Salvador, radicada no Rio de Janeiro. Professora e formada em piano pela UFRJ, Helena construiu uma pintura marcada pela observa\u00e7\u00e3o da cultura e do cotidiano cariocas, com cenas de carnaval, samba, praias, festas religiosas e circo.<\/p>\n<p>Idealizada por Paulo Tavares e Fabio Szwarcwald, <em>Nossa Arte<\/em> \u00e9 uma realiza\u00e7\u00e3o do projeto Cultura em Conex\u00e3o, em parceria com a Galeria Imagin\u00e1ria e A-Ponte. A exposi\u00e7\u00e3o ocupa a Z42, espa\u00e7o dedicado \u00e0s artes visuais instalado em um casar\u00e3o de arquitetura ecl\u00e9tica dos anos 1930, no Cosme Velho. Com cerca de 1.500 metros quadrados, a casa re\u00fane \u00e1rea expositiva, ateli\u00eas e audit\u00f3rio.<\/p>\n<strong><br \/>\n<\/strong><strong>SOBRE OS CURADORES<\/strong>\n<p><strong>Fabio Szwarcwald <\/strong>\u00e9 economista formado pela UERJ, com MBA em Finan\u00e7as pelo IBMEC e em Gest\u00e3o Empresarial pela FGV. Ap\u00f3s 22 anos de atua\u00e7\u00e3o no mercado financeiro, passou a se dedicar \u00e0 gest\u00e3o e a projetos nas \u00e1reas de arte, cultura e tecnologia. Foi diretor da Escola de Artes Visuais do Parque Lage, entre 2017 e 2019, e diretor executivo do MAM Rio, de 2020 a 2022. \u00c9 fundador da A-Ponte, voltada a projetos de arte, educa\u00e7\u00e3o e tecnologia, e idealizador e diretor executivo do projeto Arte nas Esta\u00e7\u00f5es. Integra o Conselho Internacional do New Museum, em Nova York, o Conselho Consultivo da Osesp, o Conselho da Cidade do Rio de Janeiro e o comit\u00ea estrat\u00e9gico do Oi Futuro. \u00c9 tamb\u00e9m colunista de artes visuais da Veja Rio.<\/p>\n<p><strong>Paulo Tavares<\/strong> \u00e9 carioca, pesquisador e colecionador. Formado em Engenharia pela PUC-Rio, tem p\u00f3s-gradua\u00e7\u00f5es em Administra\u00e7\u00e3o pela FGV-Rio, Hist\u00f3ria da Arte pela Universidade Candido Mendes e Curadoria pela ZAIT. Em 2019, idealizou a GIM &#8211; Galeria Imagin\u00e1ria. Participou da concep\u00e7\u00e3o de <em>Prosperidade, Felicidade em Tudo<\/em>, no Museu do Pontal (2022), e realizou exposi\u00e7\u00f5es como <em>Por Tudo Aquilo que nos Representa<\/em> (Casa Bicho, 2022), <em>Bruta Poesia<\/em>, primeira individual do pernambucano Jos\u00e9 Bezerra no Rio de Janeiro (Universidade Candido Mendes, 2023), <em>Ensaio Aberto<\/em>, de Marcelo Concei\u00e7\u00e3o (Tropigalp\u00e3o, 2025), e <em>De onde eu venho<\/em> (Tropigalp\u00e3o, 2026), coletiva que reuniu 12 artistas populares das cinco regi\u00f5es brasileiras.<\/p>\n<p><strong>Peralta<\/strong> \u00e9 morador de Santa Cruz, curador e cientista social em forma\u00e7\u00e3o pelo Col\u00e9gio Pedro II, al\u00e9m de pesquisador do Coletivo Negro e Ind\u00edgena Carolina Maria de Jesus. Realizou curadorias de exposi\u00e7\u00f5es como <em>40 anos iniciais do ensino fundamental do Col\u00e9gio Pedro II<\/em> (Teatro M\u00e1rio Lago, 2024), <em>BAILE<\/em> (Galeria Ocup\u00e1, 2025), <em>OBIRIKITI<\/em> (Sesc S\u00e3o Gon\u00e7alo, 2025), <em>Alvorada<\/em> (Dutra Gallery, 2025) e <em>De onde eu venho<\/em> (Tropigalp\u00e3o, 2026). Foi tamb\u00e9m residente em equipamentos culturais no Col\u00e9gio Pedro II, ampliando sua atua\u00e7\u00e3o entre territ\u00f3rio, educa\u00e7\u00e3o e pr\u00e1ticas curatoriais.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><u>SERVI\u00c7O:<\/u><\/p>\n<strong>Nossa Arte &#8211; Novos olhares sobre a pintura brasileira contempor\u00e2nea<\/strong><br \/>\nCuradoria: Paulo Tavares e Peralta<br \/>\nIniciativa: Paulo Tavares e Fabio Szwarcwald\n<strong>Abertura:<\/strong> 9 de setembro de 2026, das 18h \u00e0s 21h<br \/>\n<strong>Encerramento:<\/strong> 31 de dezembro de 2026\nLocal: <strong>Z42 Arte<\/strong><br \/>\nRua Filinto de Almeida, n\u00ba 42<br \/>\nCosme Velho | Rio de Janeiro\n<p><strong>Hor\u00e1rios de visita\u00e7\u00e3o: <\/strong>quarta a s\u00e1bado, das 11h \u00e0s 19h<\/p>\n<p>Entrada franca | classifica\u00e7\u00e3o livre<\/p>\n<strong>Mais informa\u00e7\u00f5es para a imprensa:<br \/>\n<\/strong>M\u00f4nica Villela Companhia de Imprensa<br \/>\n(21) 97339-9898 | <u><a href=\"mailto:monica@monicavillela.com.br\">monica@monicavillela.com.br<\/a><\/u>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n\t\t\t<h3>Visit the Casa das Artes Matheus Matias<\/h3>\t\t\t\n\t\t\t\t<p>Visits are conducted exclusively by prior appointment.<\/p>\n\t\t\t<h4>Scheduling:<\/h4>\t\t\t\n\t<a href=\"https:\/\/wa.me\/558391372786\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" aria-label=\"Ir para https:\/\/wa.me\/558391372786\"><\/a>\n\t\t<h3>+55 (83) 9137-2786<\/h3>\t\t\t\n\t<a href=\"mailto:rozicleidemartins145@gmail.com\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" aria-label=\"Ir para mailto:rozicleidemartins145@gmail.com\"><\/a>\n\t\t<h3>rozicleidemartins145@gmail.com<\/h3>\t\t\t\n\t\t<h3>Saturdays and Sundays<\/h3>\t\t\t\n\t\t\t\t<p>From 8 a.m. to 5 p.m.<\/p>\n\t\t<h3>S\u00edtio Angelim<\/h3>\t\t\t\n\t\t\t\t<p>Munic\u00edpio de Bananeiras,<br \/>Zona Rural.<\/p>\n\t\t\t<h4>Look for our contact details. <\/h4>\t\t\t\n\t\t\t<p>Collectors and Exhibitions:<\/p>\t\t\t\n\t\t\t\t<p><a href=\"mailto:vendas@matheusmatias.art\">vendas@matheusmatias.art<\/a><\/p>\n\t\t\t<p>Press Office:<\/p>\t\t\t\n\t\t\t\t<p><a href=\"mailto:imprensa@matheusmatias.art\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">imprensa@matheusmatias.art<\/a><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>NOSSA ARTE &#8211; 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